Teses

  • LINHA 1: PLANEJAMENTO, POLÍTICAS PÚBLICAS E ESTRUTURAÇÃO DO ESPAÇO
  • Teses Defendidas
    TESES 2020
    Título Pequenas cidades do Delta do Rio Amazonas: caracterização e tipologias urbanas.


    https://biblioteca.univap.br//dados//000051/000051cc.pdf
    Autor(a) Monique Bruna Silva do Carmo
    Orientação Profa. Dra. Sandra Maria Fonseca da Costa
    Linha de Pesquisa Planejamento, políticas públicas e estruturação do espaço.
    Resumo A intensificação do processo de urbanização nas cidades da Amazônia nos últimos anos resultou em grandes transformações espaciais e sociais. Este processo, que incorporou áreas distantes, foi responsável por reestruturar essas cidades de acordo com o conjunto de ações aplicadas nos municípios. Essas cidades da Amazônia são, predominantemente, pequenos aglomerados urbanos e possuem fraca infraestrutura e uma economia fortemente dependente de recursos públicos e da floresta. Apesar desses “urbanos” parecerem homogêneos, são bem distintos e com características próprias. Muitas dessas cidades estão fortemente conectadas com a floresta, que em grande parte é a base econômica do município, enquanto outras possuem vínculos econômicos com a indústria. Os municípios localizados no Delta, assim como as demais cidades brasileiras, são hierarquizados de acordo com tamanho populacional e com realidades distintas, essas cidades devem ser particularizadas por meio de sua configuração espacial, pois elas possuem dinâmicas econômicas e sociais próprias. Neste sentido, esta tese pretendeu analisar, utilizando-se como recorte espacial os municípios do Delta do rio Amazonas, a diferenciação existente entre os diferentes urbanos dos pequenos municípios, enfatizando as transformações ocorridas entre os anos de 1990 e 2014, considerando-se as dinâmicas socioespaciais desse período. Foram selecionadas amostras de cidades padrão ribeirinho orientado e padrão beira-rio, cuja economia está ligada diretamente aos recursos da floresta, ou aos recursos provenientes de outros setores, e conectadas diretamente com a rede urbana, para que desta forma fosse possível compreender os diferentes urbanos do Delta do Amazonas. A partir do método cluster.Essa pesquisa pretendeu contribuir com a discussão sobre como essa Floresta agrega paradoxos entre os diferentes urbanos, de forma que estes se confundem no mesmo espaço. Apesar da rede urbana da Amazônia ter passado por um processo de reestruturação, as cidades diante deste processo, afirmaram o seu papel como uma nova estrutura produtiva de mercado, mas este fator não se mostrou determinante para uma ruptura com o antigo urbano, ou com as suas antigas formas de organização espacial.
    Título Arranjos cooperativos regionais: o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC (GABC) e o Consórcio de Desenvolvimento Integrado do Vale do Paraíba (CODIVAP), um estudo relacional.


    https://biblioteca.univap.br//dados//000052/000052f1.pdf
    Autor(a) Wazdat de Oliveira
    Orientação Profa. Dra. Maria Aparecida Chaves Ribeiro Papali
    Prof. Dr. Pedro Ribeiro Moreira Neto (Participante Externo)
    Linha de Pesquisa Planejamento, políticas públicas e estruturação do espaço.
    Resumo Trata-se de estudo que relaciona a trajetória de dois Consórcios Intermunicipais: o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC (GABC) criado em 1990 e o Consórcio de Desenvolvimento do Vale do Paraíba (CODIVAP) criado em 1970. É colocado em destaque o percurso das duas instituições ressaltando-se as assimetrias e convergências entre as duas experiências e a capacidade na construção de agendas de desenvolvimento regional. Neste processo coloca-se em relevo o papel exercido pelas lideranças políticas locais e regionais enquanto afirmação de modelos cooperativos de gestão regional metropolitana. Faz-se o levantamento das questões conceituais e teóricas envolvidas no processo de análise em especial os condicionantes históricos do desenvolvimento capitalista no Brasil, tema que abrange a discussão dos padrões de desenvolvimento e seu papel na industrialização brasileira. Nesta perspectiva o entendimento da evolução econômica e as questões estruturais colocadas pelo subdesenvolvimento, fruto, em parte, de uma industrialização tardia, são objeto de atenção; especialmente no tocante ao posicionamento das classes sociais protagonistas deste processo, e a estruturação política do poder nas várias escalas espaciais. Diante de um cenário onde os padrões nacionais desenvolvimentistas perdem espaço na condução de um processo autônomo de afirmação do capitalismo no Brasil, e face à ameaça de desindustrialização precoce, que se antepõe como um fato concreto na realidade econômica brasileira atual, são examinados os desafios à continuidade dos arranjos consorciados, e seu papel no desenvolvimento regional.

    TESES 2019
    Título O papel do transporte informal na (re)estruturação de sistemas metropolitanos em cidades do sul global. Estudo de caso: Luanda, Angola.


    https://biblioteca.univap.br//dados//00004a/00004a35.pdf
    Autor(a) Jose Caléia Castro
    Orientação Prof. Dr. Paulo Romano Reschilian
    Linha de Pesquisa Planejamento, políticas públicas e estruturação do espaço.
    Resumo A conformação do espaço metropolitano dos países periféricos do Sul Global é a materialização da organização socioeconômica, política e cultural, nas quais se combinam forças formais e informais. Tendo Luanda, Angola, como caso de estudo, este trabalho busca demonstrar como o sistema de circulação e transportes informais, candongueiros, (re)estruturam o espaço urbano/metropolitano de Luanda. O estudo foca em analisar o impacto e a predominância da informalidade enquanto fator fundamental da conformação socioespacial das metrópoles contemporâneas do Sul Global. A informalidade exerce - por meio de seus elementos representativos materiais ou subjetivos, um impacto direto na dinâmica social e na estruturação urbana dos países periféricos, formando uma ordem espacial hibrida e pouco compreendida e aproveitada pela lógica hegemónica do planejamento urbano contemporâneo e global. Ao mesmo tempo, verifica-se nestes contextos e motivados pelo conflito dialético entre ordem/desordem; processos de metropolização, planejamento e reestruturação urbana baseados no discurso do desenvolvimento, modernidade e inserção global. Tais processos, porém, são geralmente caracterizados pela segregação socioespacial, desigualdades, privilégios e precarização da cidade onde, a informalidade se manifesta como fator predominante nas suas mais diversas formas de representação. Reproduz-se assim, a lógica de um planejamento excludente aprendido com a racionalidade colonial e como resultado do planejamento moderno, que não considera a força do habitus, da cultura, das categorias e modos endógenos que constroem esta realidade complexa e comum a muitos países periféricos do Sul Global. Realizada por meio da pesquisa empírica/bibliográfica, dados iconográficos com base na metodologia mista, constatou-se que: para estes contextos, a compreensão da informalidade está além da dialética dualista que em geral é abordada como formas mais complexas que envolvem estratégias de sobrevivência. A informalidade - aqui analisada a partir dos transportes informais, constitui-se, não apenas no modus vivendis, mas também no modus operandis e estrutural da apropriação do espaço e das relações socioeconômicas, políticas e culturais, que convive com um dualismo intricado que se completa e reconfigura a vida urbano/metropolitana de Luanda.
    Título A Rodovia Presidente Dutra como elemento estruturador e a desarticulação da urbanização do Vale do Paraíba.


    http://biblioteca.univap.br//dados//000045/0000459f.pdf
    Autor(a) Daniel José de Andrade
    Orientação Profa. Dra. Profa. Dra. Adriane A. M. de Souza
    Profa. Dra. Cilene Gomes
    Linha de Pesquisa Planejamento, Políticas Públicas e Estruturação do Espaço
    Resumo A heterogeneidade regional fruto do processo histórico do Vale do Paraíba Paulista pode ser investigada de inúmeros modos. Tal heterogeneidade apresenta-se na rede urbana dos municípios do Eixo da Rodovia Presidente Dutra assumido como um recorte territorial inspirado pelos condicionantes espaciais e fatores socioeconômicos, que em alguma medida foram favoráveis a atual consolidação da organização territorial regional. No período contemporâneo, principalmente após a década de 1970, os fatores socioeconômicos influenciaram diretamente na distribuição espacial de diferentes tipos de uso e ocupação do solo urbano ao longo da Rodovia. O movimento de realocação industrial da década de 1970, promovido pelo processo de descentralização urbano-industrial a partir da Grande São Paulo, induziu a seletividade espacial recaindo sobre áreas localizadas nas margens da Rodovia Presidente Dutra. A concentração de terrenos cujos usos destinam-se ao setor secundário da economia acarretou uma unificação espacial (a presença de um espaço que une e atrai), criando uma extensa faixa linear de ocupação industrial nas proximidades da Rodovia. Base de dados do uso do solo urbano para o ano de 2015 revela a existência de diferentes tipos de uso do solo e apresenta novas utilizações tanto nas margens da Rodovia Presidente Dutra, quanto na rede urbana do Eixo. No mesmo ano são identificadas, também, novas formas de organização territorial, a exemplo dos condomínios e conjuntos residenciais que se apresentam cada vez mais longínquos das áreas centrais e distantes da Rodovia Presidente Dutra, gerando o contrário do percebido nas margens da rodovia, ou seja, uma desarticulação espacial. Nesse contexto, ao apontar a Rodovia Presidente Dutra como um importante elemento estruturador do espaço urbano-regional do Vale do Paraíba Paulista, e na recente investigação do Eixo, identifica-se a existência de uma articulação no que se refere aos usos do solo urbano vinculados a segmentos econômicos localizados nas margens da mesma. Ao mesmo tempo nota-se a desarticulação consequente do território, marcado pela dispersão de áreas destinadas a usos residenciais, situadas cada vez mais afastadas da Rodovia Presidente Dutra. Em meio à análise proposta e visando dar sustentação aos subsídios teórico-metodológicos acerca da regulação do solo urbano-regional, o estudo apontou para a existência nas margens da Rodovia de quadras urbanas com usos destinados às atividades articuladas ao sistema mundial hegemônico revelando, assim, a presença de complexidades no uso no solo urbano-regional.
    Título O morador de várzea urbana de pequenas cidades ribeirinhas do delta do Rio Amazonas e suas estratégias de sobrevivência: análise comparativa entre Afuá e Ponta de Pedras – PA.


    http://biblioteca.univap.br//dados//000045/00004590.pdf
    Autor(a) Ed Carlos dos Santos Valota
    Orientação Profa. Dra. Profa. Dra. Sandra Maria Fonseca da Costa
    Linha de Pesquisa Planejamento, Políticas Públicas e Estruturação do Espaço
    Resumo Na Amazônia, as populações rurais, na busca por uma qualidade de vida melhor e que contribua com sua sobrevivência, optam por se mudar para as cidades, apesar de estarem adaptados a viver do sistema agroflorestal em seus locais de origem. Contudo, esse movimento migratório para os centros urbanos não tem significado melhoria na qualidade de vida dessa população, pois o que se percebe nessas cidades é a baixa acessibilidade a serviços e equipamentos urbanos, utilização de benefícios do governo federal pelo fator dependência e economia frágil, demonstrando que talvez essa não seja a melhor estratégia para a manutenção da sua sobrevivência. Na realidade dos espaços urbanos da Amazônia, principalmente das pequenas cidades, a estrutura e a economia urbana é deficiente e precária. Nestas cidades, a população originária do campo carrega consigo a confluência da vida no campo com a vida na cidade, pois ocorre uma mescla de práticas de atividades ribeirinhas tradicionais com práticas de trabalhos urbanos. Nos espaços urbanos das cidades ribeirinhas é possível encontrar trabalhos vinculados à informalidade (coleta de açaí, pesca e serviços), e trabalhos formais relacionados ao poder público. É possível que alguns desses moradores não façam uso das práticas extrativistas e nem da pesca para colaborar com sua sobrevivência, pois utilizam outros tipos de estratégias de sobrevivência, como por exemplo, as novas oportunidades de trabalhos formais (funcionalismo público e trabalho assalariado) e informais (funções exercidas na produção de açaí e serviços, entre outros) que surgiram nos municípios, ocasionados pelo intenso processo de urbanização, além de receberem benefícios do Governo Federal (bolsa família, aposentadoria, seguro defeso ). Desta maneira, foram aplicados formulários em ambientes de várzea urbana nas cidades de Afuá e Ponta de Pedras no Pará, e, com o intuito de identificar as estratégias de sobrevivência dos moradores destes locais.

    TESES 2018
    Título O Estado e o planejamento de setores estratégicos como elemento determinante do ordenamento territorial urbano-regional em municípios do Litoral Norte – SP.


    http://biblioteca.univap.br//dados//00003e/00003ea6.pdf
    Autor(a) Marco Antonio Henrique
    Orientação Profa. Dra. Adriane A. M. de Souza
    Prof. Dr. Paulo Romano Reschilian
    Linha de Pesquisa Planejamento, Políticas Públicas e Estruturação do Espaço
    Resumo Esta tese teve por objetivo analisar o Estado no exercício do planejamento e execução de obras dirigidas a setores estratégicos como elemento determinante do ordenamento territorial urbano-regional em municípios do Litoral Norte do estado de São Paulo. Ao longo da última década, empreendimentos relacionados à exploração do Pré-Sal motivaram o Estado brasileiro a desenvolver projetos direcionados ao setor de infraestrutura de transporte em municípios da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte (RMVPLN) compreendendo a duplicação e ampliação da Rodovia dos Tamoios e a ampliação do Porto de São Sebastião. Embora tais projetos tivessem o objetivo de dinamizar a economia regional, os impactos socioespaciais e ambientais previstos a médio e longo prazo no espaço urbano-regional, tornaram-se o centro de discussões por parte de pesquisadores e de instituições de diversas áreas. O papel da sociedade civil organizada e do próprio Estado por meio de suas instituições, também, ficaram evidentes, sobretudo, na suspensão definitiva da licença ambiental do projeto de ampliação portuária ocorrida em 2016. O panorama atual nos municípios litorâneos mostra uma tendência à aceleração do crescimento populacional e consequentemente da ocupação de áreas urbanas, em razão dos projetos estatais, acentuando, dessa forma, os problemas urbanos já existentes. As obras de ampliação da Rodovia dos Tamoios determinaram um novo ordenamento territorial urbano-regional face à desapropriação de terras, a construção de túneis e viadutos provocando profundas alterações nas encostas da Serra do Mar e na paisagem urbana de Caraguatatuba e São Sebastião. Apesar de suspenso, o projeto de ampliação do Porto de São Sebastião, causou grande repercussão social, principalmente, em razão dos problemas ambientais que seu desenvolvimento poderia ocasionar. Tais problemas referem-se, sobretudo, a intervenções em área da Baia do Araçá, importante estuário de vida marinha. Atualmente, o projeto de ampliação está sendo readequado pelo governo do estado de São Paulo, a fim de prosseguir com a obra. A análise de teóricos que se dedicaram durante o século XX e, mais recentemente, a estudar a atuação do Estado brasileiro ? como interventor ou regulador ?, nos âmbitos social, econômico e ambiental; o levantamento de informações e documentos institucionais, a obtenção e registro de material iconográfico confirmam a tese de que o Estado no contexto do planejamento econômico com ênfase em programas destinados a setores estratégicos, determina o ordenamento territorial urbano-regional.
    Título Análise da configuração da macrometrópole paulista : a ideia da hegemonia inacabada


    http://biblioteca.univap.br//dados//00003e/00003e67.pdf
    Autor(a) Agnes Yuri Uehara
    Orientação Prof. Dr. Paulo Romano Reschilian
    Linha de Pesquisa Planejamento, Políticas Públicas e Estruturação do Espaço
    Resumo Desde os anos 1970 configura-se um vasto território composto por 173 municípios, localizados nos eixos Noroeste-Sudeste e Leste do Estado de São Paulo, denominado macrometrópole paulista. Atualmente essa região é composta pelas cinco regiões metropolitanas já institucionalizadas: São Paulo, Campinas, Baixada Santista, Vale do Paraíba e Litoral Norte e Sorocaba, além das aglomerações urbanas de Jundiaí e Piracicaba e Unidade Regional Bragantina. A tese tem por objetivo contribuir para as discussões em torno da política de desenvolvimento regional do Brasil, de modo que se possa verificar a tentativa de retomada da hegemonia inacabada pelo Estado de São Paulo, segundo o autor principal ? Oliveira (1993) no campo do planejamento regional. A tese analisa os documentos de criação do Plano da Macrometrópole paulista, principalmente a partir dos quatro volumes produzidos pela Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S.A (Emplasa) e publicados em 2014. O método utilizado foi a pesquisa bibliográfica e a pesquisa documental. A pesquisa busca também refletir sobre a atualidade na adequação do Plano Macrometropolitano às demandas do planejamento regional na agenda política direcionada às regiões metropolitanas e a implementação do Estatuto da Metrópole com seu principal instrumento: os Planos de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUIs). A averiguação da hipótese dar-se-á por meio da identificação de três cenários: de 1950 a 2002, destacando-se as políticas de desconcentração do II Plano Nacional de Desenvolvimento do governo federal; de 2003 a 2014, quando o Nordeste se beneficiou do redirecionamento das políticas sociais e dos investimentos voltados às áreas mais carentes do país; e o atual cenário de disputa do Estado de São Paulo. Os resultados apontam que a criação do Plano da Macrometrópole paulista, plano majoritariamente econômico, evidencia a tentativa de retomada da hegemonia inacabada do Estado de São Paulo, e busca nos espaços homogêneos um espaço único e sem obstáculos para a consolidação do capital e do mercado.
    Título Cidades saudáveis, utopia e complexidade no planejamento urbano : um estudo da rede portuguesa de municípios saudáveis e reflexões para o cenário brasileiro


    http://biblioteca.univap.br//dados//00003d/00003dea.pdf
    Autor(a) Sanmya Feitosa Tajra
    Orientação Profa. Dra. Paula Vilhena Carnevale Vianna
    Linha de Pesquisa Planejamento, Políticas Públicas e Estruturação do Espaço
    Resumo A pesquisa Cidades saudáveis, utopia e complexidade no planejamento urbano: um estudo da rede portuguesa de municípios saudáveis e reflexões para o cenário brasileiro analisa a proposta Cidades Saudáveis, da Organização Mundial de Saúde (OMS), como uma possibilidade de aproximação dos campos complexos do planejamento urbano e da saúde coletiva, a partir da experiência da Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis (RPMS), constituída em 1997 e contando com 45 municípios integrantes em março do ano de 2018. Tem como objetivo analisar de modo crítico, reflexivo e propositivo os enfrentamentos para a implementação deste programa na Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis e em municípios brasileiros. A pesquisa é de natureza exploratória, de abordagem qualitativa e fundamenta-se, teoricamente, nos conceitos de complexidade de Edgar Morin e de autopoiese de Humberto Maturana e Francisco Varela, inseridos no contexto do planejamento urbano. O procedimento técnico utilizado foram entrevistas abertas realizadas com cinco stakeholders da RPMS sobre os enfrentamentos para a implantação do programa em seus municípios. As entrevistas foram analisadas pelo método de estruturação de problemas complexos Strategic Options Development and Analysis? SODA. O mapa produzido serviu como referência e orientou a revisão de literatura sobre a implementação do programa cidades saudáveis em 31 municípios brasileiros. Como resultados, três campos estratégicos, apresentados como clusters foram identificados como centrais para a implementação da proposta cidades saudáveis no mapa da RPMS: Governança, Conhecimento e Condições Socioespaciais para Vida Saudável. Esses campos explicaram também dificuldades a serem enfrentadas no cenário brasileiro. Conclui-se com esta pesquisa que o Programa Cidades Saudáveis da OMS constitui-se como uma utopia com possibilidades de concretude, desde que as opções estratégicas identificadas no Mapa SODA congregado sejam implementadas para atingir os objetivos a serem alcançados, segundo os atores entrevistados, na proposta municípios saudáveis: elevação dos níveis de saúde, elevação da sustentabilidade humana na sua plenitude e cumprimento do compromisso político firmado.
  • LINHA 2: PLANEJAMENTO, POPULAÇÃO E DESENVOLVIMENTO SOCIOAMBIENTAL
  • Teses Defendidas
  • LINHA 3: PLANEJAMENTO, ESPAÇO E CULTURA
  • Teses Defendidas

    TESES 2020

    Título

    Planejamento urbano, campo intelectual e sistema simbólico: a vida no Banhado, cartão postal de São José dos Campos (1937-2016)

     

    https://biblioteca.univap.br//dados//000057/00005702.pdf

    Autor(a)

    Debora Wilza de Oliveira Guedes

    Orientação

    Profa. Dra. Valéria Zanetti

    Profa. Dra. Cilene Gomes

    Linha de Pesquisa

    Planejamento, espaço e cultura 

    Resumo

    A longevidade da população, ao mesmo tempo que se apresenta como uma conquista da humanidade, tem imposto importantes desafios. Nas próximas décadas, a população mundial com mais de 60 anos passará dos atuais 841 milhões para 2 bilhões até 2050. Diante de tais evidências indaga-se se as cidades estão preparadas para lidar com as características biopsicossociais do envelhecimento humano e aparelhadas para lidar com a população idosa nas suas mais variadas manifestações da velhice. O presente estudo, inscrito no campo do Planejamento urbano, de caráter exploratório e reflexivo buscou, à luz dos conceitos de Distopia e Utopia e das narrativas de 15 pessoas idosas, moradoras de diferentes regiões do município de São José dos Campos/SP, analisara opinião desses idosos em relação à cidade que vivem e a projeção de cidade ideal para se envelhecer. Além das narrativas das pessoas idosas, foram utilizados como fontes os dados da longevidade e envelhecimento mundial a nível mundial, nacional e municipal, bem como os marcos regulatórios destinados a atender as demandas dos idosos. Chegou-se à conclusão que, se na atualidade já são grandes os desafios dos gestores públicos para lidar com o envelhecimento da população, no futuro, é imperativo que haja políticas de intervenções integradas que assegurem os direitos da população idosa, que vem mostrando altos índices de crescimento. Nesse sentido, projetar utopias é crer que o melhor dos mundos não é apenas pensável, mas também possível.

    Título

    Planejamento urbano, campo intelectual e sistema simbólico: a vida no Banhado, cartão postal de São José dos Campos (1937-2016)

     

    https://biblioteca.univap.br//dados//000055/000055f2.pdf

    Autor(a)

    Marilne Thomazello Mendes Fernandes

    Orientação

    Profa. Dra. Maria Aparecida Chaves Ribeiro Papali

    Profa. Dra. Cilene Gomes

    Linha de Pesquisa

    Planejamento, espaço e cultura 

    Resumo

    A cidade de Campos do Jordão chamou a atenção para esse estudo por apresentar uma formação socioespacial singular associada às características de paisagem e clima que a tornaram única entre as cidades brasileiras se comparada à realidade nacional. Ao reconstituir a história da produção social do espaço urbano da cidade, uma contradição socioespacial se revela de forma “gritante” na paisagem, ao mesmo em que é um modelo de cidade mercadológica (a Suíça brasileira) constitui um espaço dividido da desigualdade social. A cidade presenciou dois ciclos: o da saúde e do turismo. Foi fortemente divulgada, principalmente, pelo Estado de São Paulo, como estância de tratamento para Tuberculose até meados da década de 20 e como famosa estância turística a partir dos anos 1940 até os dias de hoje. Por meio do estudo da produção social do espaço de Campos do Jordão evidenciou-se a dinâmica demográfica e de atividades econômicas deflagradas na constituição de centralidades intraurbanas socialmente segmentadas, revelando em uma delas a predominância de atributos do turismo mediante a coexistência de dois circuitos da economia urbana, e em outra centralidade principal da dinâmica urbana, os atributos e atividades do cotidiano dos moradores. Essa organização segmentada da vida social urbana que prioriza o turismo em detrimento das desigualdades sociais responde pela centralidade de Campos do Jordão em contextos regionais mais amplos, e sobretudo no espaço microrregional. A metodologia utilizada inclui, além da pesquisa bibliográfica e documental, procedimentos de quantificação, uso de técnicas de geoprocessamento e análise espacial, questionários e observações in loco. A pesquisa de base empírica permitiu fazer apontamentos para uma discussão sobre a racionalidade da cidade mercadológica que se impõe, simbólica e funcionalmente, sobre as dinâmicas da população residente, mantendo a desigualdade social e a conivência do poder público na depreciação dos direitos de alguns cidadãos à vida digna na cidade.

    Título

    Planejamento urbano, campo intelectual e sistema simbólico: a vida no Banhado, cartão postal de São José dos Campos (1937-2016)

     

     

    https://biblioteca.univap.br//dados//000052/000052ac.pdf

    Autor(a)

    Douglas de Almeida Silva

    Orientação

    Profa. Dra. Valéria Zanetti

    Profa. Dra. Paula Vilhena Carnevale Vianna (Participante Externo)

    Linha de Pesquisa

    Planejamento, espaço e cultura 

    Resumo

    Nesta tese, o planejamento urbano foi estudado a partir dos campos de disputa, como definido por Pierre Bourdieu. O objeto de estudo, a Área de Proteção Ambiental do Banhado, instituída por Lei Estadual em 2002, situa-se na região central de São José dos Campos-SP, cidade de grande porte do interior paulista e sede da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte. A paisagem socioambiental abriga uma comunidade que a habita há cerca de 100 anos, os moradores do Jardim Nova Esperança. Esta pesquisa tem como objetivo analisar, de uma perspectiva histórica e sociológica, o planejamento urbano como campo intelectual e sistema simbólico, bem como a repercussão das políticas de planejamento urbano sobre uma comunidade em situação de vulnerabilidade socioambiental. Por meio de um estudo de caso, investigou o poder simbólico contido nos discursos de proposições urbanas e ambientais dirigidas a essa área geográfica singular, e à população que a habita. O discurso técnico dos planejadores urbanos foi analisado nos planos de intervenção elaborados entre os anos de 1937 e 2016. O discurso do senso comum foi analisado a partir da produção da mídia e de entrevistas com moradores do Jardim Nova Esperança, compreendidos como formas propositivas de resistência. A triangulação de métodos combinou pesquisa documental, entrevistas semiestruturadas e observação participante. Os materiais foram analisados tendo como eixo o método de análise de conteúdo, a partir das contribuições de Eugene Bardin, orientada pelas três dimensões do espaço, em Henri Lefebvre: espaço percebido, concebido e vivido. Os resultados mostram, historicamente, o predomínio duma visão natural harmônica nas propostas técnicas de intervenção para a área do Banhado, conformando um habitus no campo de planejamento urbano que orienta a tomada de posição dos agentes e grupos hegemônicos em torno duma concepção ocidental de modernidade, sustentada na dissociação entre natureza e cultura, que desconsidera e oculta o aspecto de território de vida das pessoas que habitam a paisagem. A resistência, no entanto, é também histórica, se renova a cada geração de moradores, e, influenciada pelo ideário de cada época, possibilita a construção de redes que revelam, na cidade da paisagem naturalizada e da técnica reificada, as possibilidades de vida nos territórios híbridos do Jardim Nova Esperança.