Histórico do curso

  • Nesta sequência, expõem-se alguns aspectos substantivos sobre o histórico da constituição do Programa. Cabe ressaltar as seguintes fases:

    - 1993-1995 – Etapa intra-institucional do Programa Criação do Programa: voltado mais à demanda interna, para a capacitação dos professores da própria Universidade, a exemplo de outros cursos originados neste quadrante no país, criados para atenderem a exigência legal de docentes titulados, instaurada pelo MEC.

    - 1996-2000 – Etapa do início organização científica e acadêmica. Organização de uma estrutura científica direcionada à investigação científica, simultânea à formação educacional, com o estabelecimento de uma grade curricular e de parâmetros acadêmicos para o desenvolvimento das dissertações de mestrados no âmbito stricto sensu. Foi estabelecido, a partir da contratação de professores e pesquisadores dedicados a esse campo de conhecimento. Estes esforços levaram a ampliação do papel institucional do mestrado, abrangendo outros segmentos e origens do corpo discentes, oriundos de outros campos acadêmicos e profissionais da região, extrapolando a esfera dos quadros de alunos da própria Universidade do Vale do Paraíba. Este perfil acadêmico levou ao reconhecimento do Programa, pela CAPES, ao final do triênio, findo em 2000.

    - 2001-2003 – Etapa das atividades regulares, sob o reconhecimento pela CAPES. Início da etapa acadêmica regular, compreendida como a produção de pesquisas pelos docentes, em especial, articulados pela introdução de novas tecnologias de suporte às análises sócio-espaciais e ambientais, representadas pelas técnicas de geoprocessamento e de sensoriamento remoto como recursos para agilizar a obtenção de dados e imagens de modo compatível à velocidade da dinâmica urbanização contemporânea; concomitantemente, desenvolveram-se as leituras e análises sociais espaciais, associadas em partes às teorias de Milton Santos. Este período permitiu uma maior qualificação do quadro discente, gerou maior demanda, inclusive abrangendo estudantes de diversas localidades do estado, seja da região metropolitana seja de outras áreas interioranas.

    - 2004-2006 – Etapa da consolidação da área de concentração em processos sócios espaciais e ambientais. Constituição do perfil acadêmico no qual se assenta mais diretamente o Programa na atualidade, delineado pela então área de concentração: processos sócio-espaciais e ambientais, pautada em M. Santos. Trata-se de um período de consolidação dessa área de estudos, do quadro docente e de uma maior abrangência institucional repercutindo no ingresso de mestrandos de outros estados vizinhos de Minas e Rio de Janeiro, e inclusive no interesse de outros pesquisadores doutores em compor o corpo de pesquisadores do PUR. A produtividade deste período pode ser também reconhecida pelo Conceito 4 (quatro), obtido pelo Programa ao final deste triênio, diante dos indicadores de publicações, parcerias institucionais, estruturação didática pedagógica, dentre outros.

    2007-2009 – Etapa dos processos de expansão do Programa. Este período delineou duas dinâmicas distintas: uma, ao início gradual de uma cooperação internacional do Programa, além da expansão no plano nacional, com estudantes de outros estados brasileiros, incluindo região sudeste, sul, com formação científica prévia na graduação. Este quadro efusivo, de outro modo representou novos desafios à gestão, pois coincidiu com novos docentes contratados, ao lado de desligamentos de colegas concursados e ainda de afastamentos para pósdoc. Em suma, novas investigações em aberto, novos campos empíricos presentes, extrapolando o Vale do Paraíba, como lócus dos estudos, novas demandas por linhas de trabalhos, de disciplinas, instigando a proposta de estruturação de um Curso de Doutorado em PLUR. 

    2010-12 – Consolida-se a etapa de fomento ao planejamento da produção científica e acadêmica do Programa. Nesse Triênio já com outra direção do IP&D, afirmam-se eleições para a coordenação dos Programas, possibilitando a elaboração de regimentos internos mais adequados às propostas dos Programas, reuniões ordinárias dos docentes e o estabelecimento de quadro docente regular estável, favoreceram o início de uma etapa mais parametrizada, tanto em termos de gestão e condução do curso e das atividades no plano institucional, como também do fomento ao planejamento da produção científica, propriamente dita. Nesta etapa, emergiu a Comissão Acadêmica com objetivos de revisão geral da estrutura do Programa para adequá-la às novas demandas e a fase atual de expansão das atividades em redes de trabalhos acadêmicos como também de campos empíricos de pesquisas. 

    Em 2012 o Programa recebeu a Comissão da CAPES, composta pelos Professores Ivo Marcos Theis e João Faria Rovati. Resultante desse processo o Programa foi elevado a conceito 4. Concomitantemente, após avaliação de mérito foi autorizada em março de 2014 a realização de curso de Doutorado em Planejamento Urbano e Regional.

    Na avaliação pela Capes do quadriênio 2014-2017 o Programa recebeu a nota 3. Mesmo após pedido de reconsideração fundamentada a referida nota foi mantida.