Alunos da Univap participam do ‘Ciências sem Fronteiras’

Veículo: Portal Radar do Vale
02 de setembro de 2014

São José dos Campos – No último dia 16 de agosto, Marco Antônio Grinet, aluno do 5º período de engenharia biomédica da Univap – Universidade do Vale do Paraíba, embarcou com destino aos Estados Unidos. Aprovado pela Universidade Johns Hopkins como aluno do Programa Ciências sem Fronteiras (CSF), ele diz estar muito satisfeito.

“Quando recebi o meu ToA (documento do programa) e vi escrito Johns Hopkins Universidade, fiquei incrédulo por um momento. O JHU tem uma taxa de aprovação muito baixa, de apenas 17%, e saber que eu tinha conseguido entrar para a única universidade que eu realmente queria deste programa, foi uma grande satisfação, com certeza um momento inesquecível na minha vida”, diz ele.

A Johns Hopkins University é mundialmente reconhecida por seus avanços tecnológicos voltados a medicina, e nomeada a melhor universidade de Engenharia Biomédica dos Estados Unidos. Muitas das matérias oferecidas nesta universidade são únicas. Além disso, a Universidade dá uma grande ênfase à pesquisa acadêmica. 

Com menos de um mês na Universidade, Marco conta que “procura manter uma mente aberta sobre as diferentes áreas da Engenharia Biomédica, pois ainda não me decidi em qual área quero atuar profissionalmente, mas desde que entrei tive grande interesse nas áreas de reabilitação e regeneração/reconstituição de tecidos, especialmente os do sistema nervoso periférico”. 

Univap tem alunos de várias áreas no Programa
Desde que iniciou o programa “Ciências sem Fronteiras’, vinte alunos da Univap – Universidade do Vale do Paraíba já participaram ou estão participando do programa. 

Dos 20 alunos (13 do sexo feminino e 7 masculino), 14 são da Faculdade de Engenharia, Arquitetura e Urbanismo, cinco da Faculdade de Ciências da Saúde e um da Faculdade de Educação e Artes, sendo que nove escolheram os Estados Unidos como destino, quatro a Austrália, Inglaterra e Espanha (2), Alemanha, Portugal e Irlanda do Norte (1). 

Os alunos são dos cursos de engenharia ambiental e sanitária (5), farmácia (3), engenharia biomédica, engenharia aeronáutica e espaço, engenharia civil, engenharia química (2) e ciências biológicas, fisioterapia, arquitetura e urbanismo e biomedicina (1) 

"Os alunos selecionados no programa terão inúmeras oportunidades de interagir com diferentes pessoas e costumes, com pesquisadores, se envolverem em pesquisa, conhecer como são realizadas as pesquisas em outros centros, estagiar em empresas multinacionais que firmaram convênios com o programa, com possibilidade no retorno se serem contratados por elas ou por outras empresas.", afirma o Prof. Alan Prestes, coordenador do programa na Universidade.

Para a aluna do curso de farmácia, Vitória Tonini Porto Ferreira, que retornou em junho do programa e teve a Austrália como país de destino, a experiência foi maravilhosa e indispensável. “Voltamos com uma visão relativamente ampliada do mundo e esta experiência já me proporcionou uma excelente oportunidade de estágio que eu não esperava”, afirma. 

Os Estados Unidos foi a escolha da aluna Bruna Gregatti de Carvalho, que embarcou no dia 18 de março e tem retorno previsto para setembro de 2015. Aluna do curso de engenharia química, Bruna diz que no exterior os alunos são capazes de melhorar suas habilidades linguísticas e ao mesmo tempo aprendem sobre a sua área de atuação. 

“Eu recomendo o CSF para todos os alunos que desejam crescer tanto profissionalmente quanto pessoalmente. Para os que desejam participar do programa sigam em frente, não tenham medo. Toda essa mudança é um choque cultural construtivo que no futuro fortalecerá o nosso Brasil”, conclui Bruna. 

Diretora do IP&D, a Prof. Dra. Sandra Costa, diz que "considera o Ciências sem Fronteiras um programa fantástico. Abre, para o estudante, a possibilidade de conhecer outras culturas e perceber que o universo da ciência é muito maior do que sua vivência diária".

Ciências sem Fronteiras – O Ciências sem Fronteiras é um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. 

O programa foi lançado em julho de 2011. Itália, Canadá, Coréia do Sul, Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Bélgica, Portugal, Espanha, Austrália, França, Áustria, China e Dinamarca são alguns dos 24 países que participam do programa.

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