176ª Edição - Ano V
De 8 a 14 de outubro/2012
 

 
Clarissa do Curso de Farmácia na Universisty of East London (UEL)

 
A aluna Clarissa Resende Grassi de Lima, do curso de Farmácia da Faculdade de Ciências da Saúde (FCS), é mais uma das alunas contempladas pelo Programa Ciência sem Fronteiras do CNPq/Capes, na modalidade graduação sanduíche (SWG), e está estudando na Universisty of East London (UEL).
Durante o período em que estiver morando em Londres (1 ano) receberá como benefícios uma mensalidade de bolsa; auxílio-instalação; passagem aérea e seguro saúde.
Além dela, estão fora do Brasil pela Univap os estudantes Pedro Luiz Golobovante Loureiro (Engenharia Aeronáutica e Espaço), na Universitat de Barcelona/Espanha; Fabiana Aparecida Souza Silva (Engenharia Ambiental), na Universidade de Aveiro/Portugal e a aluna Geisa Nogueira Salles (Biomedicina), na University of Ulster (Irlanda do Norte), que mandou as primeiras impressões noticiadas na 175ª Edição do Informativo Diálogo.

Um mês em Londres...

Há um mês estava eu de mala e cuia no aeroporto de uma das cidades mais famosas do mundo. Engraçado lembrar, estava sem entender o que viria pela frente mas numa euforia só, sem acreditar que eu estava em Londres, e que essa seria a partir de agora a minha cidade. Depois da tensão desnecessária de passar pela imigração, do longo caminho percorrido no aeroporto, encontrei a turma da UEL e entrei num táxi para ir até a Universidade. Posso dizer que fiquei atônita, só conseguia observar, e me peguei várias vezes com a boca aberta! Rs .. Realmente em Londres se vê de tudo, todas as culturas num só lugar, meus ouvidos percebiam vários idiomas à minha volta e meus olhos babando num mix de moderno e clássico em tudo que se vê. Chorei ao ver o Big Ben, passei por ele às 4 em ponto, tive certeza quando ouvi as quatro badaladas. Emocionei-me em cada ponto que reconhecia das minhas pesquisas no Google e naqueles que não tinha ideia do que eram, mas que são muito lindos. O taxista falava um inglês muito difícil de entender – assim, já fui ativando minha tecla sap. Eu e meus colegas no táxi parecíamos bobos olhando através do vidro. Sentia saudade, queria que todos que me ajudaram nessa conquista estivessem comigo vendo tudo que eu não acreditava estar vendo.

Cheguei na Universisty of East London (UEL) e fui recepcionada com um vento frio, um pôr do sol lindo sobre o cais ao lado da Universidade e com três andares de escada para subir com minha “leve” bagagem. Quando entrei no quarto chorei – era muita coisa na minha cabeça, tudo misturado, estava onde eu batalhei muito pra chegar, onde vocês fizeram de tudo e mais um pouco para me ajudar a estar, mas eu não consegui falar com ninguém para avisar que cheguei, que eu estava bem e em Londres. Acalmei quando consegui com a ajuda de uma menina do Japão – a Hiroka - conectar a internet e falar com minha família. A primeira semana foi de adaptações, conheci gente do mundo inteiro e conheci a Universidade, que por sinal é muito atenciosa com os estudantes internacionais.

Comida era um assunto complicado - sofri - mas agora posso dizer que vou lecionar no curso de Gastronomia – brincadeira – mas a mamãe pode ficar orgulhosa de mim. É engraçado estar numa cidade tão grande e estar sozinha, realmente estou aprendendo a ser “gente grande”. O metrô de Londres parecia um ninho de gato, fiquei com medo de me perder, agora depois de um mês, me viro muito bem. Vou para o campus em que estudo, ao supermercado, ao banco, ao médico e aos lindos pontos turísticos que Londres tem. Moro em Docklands, um campus supermoderno, onde estão localizadas as Faculdades de Arte, Arquitetura e Engenharia, e estudo em Stratford, um campus com uma arquitetura classicamente inglesa, onde ficam as Faculdades de Saúde e Biociências. Meu lugar preferido na UEL é a biblioteca, onde você pode andar no meio de milhares de livros enquanto olha para esculturas de anjos no teto e vitrais que iluminam o ambiente num silêncio incrível. O responsável pelos brasileiros aqui na UEL é o Professor Dr. Mohammed Meah, superatencioso, engraçado e impressionado com nossa bagagem acadêmica.

Nesse momento, estou passando por uma fase difícil, depois de três semanas de aulas, eu troquei as matérias que estava cursando por outras do último ano, pois essas são novidades para o meu currículo. Assim, estou correndo atrás do conteúdo que já foi dado e fazendo inúmeros trabalhos e relatórios de matérias bem difíceis. Mas tenho certeza que fiz a escolha certa querendo aprender coisas novas.

Não tem como descrever tudo que sinto aqui... É engraçado pensar que depois de um longo dia de aula, eu diga: “agora vou para casa”.

Participei da missa nesse domingo na Saint Paul’s Cathedral e emocionada agradeci a Deus por cada um de vocês que me ajudou a concretizar este sonho! Pedi para que Deus abençoe esta minha jornada e a de meus colegas espalhados pela Europa, para que tenhamos força e consigamos aproveitar ao máximo esta oportunidade maravilhosa que é o Programa Ciência sem Fronteiras, e que Ele tome conta das nossas famílias e amigos que no Brasil torcem por nós.

Até mais, Câmbio, Desligo.

Clarissa Resende Grassi de Lima
Pharmacology Student
Science Without Borders Brazil
Univap/University of East London


 

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