Centro de Estudos da Natureza

  • O Serpentário do Centro de Estudos da Natureza (CEN) foi criado em março de 1998, com a finalidade de estudar as serpentes da região do Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo, e infraestrutura para a criação, manutenção e pesquisa de serpentes.

    Objetivo O Serpentário do CEN tem como objetivo principal a realização de estudos e pesquisas nas áreas de comportamento, taxonomia, distribuição geográfica, biologia e sistemática de serpentes, além de pesquisas específicas com peçonha nas áreas de fisiologia e farmacologia. 

    Para isto, o Serpentário conta com instalações onde serpentes de várias espécies são tratadas e criadas em caixas, terrários e solários. 

    As serpentes são mantidas em quarentena, sendo tratadas contra possíveis infecções e só então, utilizadas para extração da peçonha e outras pesquisas. 
  • Infraestrutura
  • As instalações do Serpentário estão divididas em salas de estudo e laboratórios equipados, a saber: 

    Sala de Triagem e Taxonomia: para recebimento dos animais. 
    Mini biotério: para manutenção de camundongos e ratos usados na alimentação das serpentes e pesquisas científicas. 
    Laboratório de Parasitologia: para desenvolvimento de pesquisas com parasitas de serpentes. 
    Sala de Quarentena: para manutenção das serpentes recém chegadas e em tratamento. 
    Berçários: para manutenção de filhotes e serpentes jovens; pesquisas e observações sobre desenvolvimento e alimentação. 
    Solários: atualmente 10 que simulam o habitat natural das serpentes. 
    Terrários: para manutenção de serpentes em ambientes adequados. 
  • Visitas
  • O Serpentário também apresenta atividade voltada para a Educação Ambiental. Recebe visitas monitoradas durante o ano letivo com o objetivo de esclarecer dúvidas de escolas e da população e de toda região. 
  • As Serpentes
  • A região do Vale do Paraíba possui diversos ambientes naturais, como matas nativas, campos, brejos, várzeas, nascentes de água e lagos, habitats de muitos animais, entre eles as serpentes. Algumas serpentes possuem presas especializadas em injetar a peçonha em suas vítimas. As mais importantes desse grupo, do ponto de vista médico, são as cascavéis (gênero Crotalus ), as jararacas (gênero Bothrops ) e as corais verdadeiras (gênero Micrurus ), todas encontradas em nossa região. De modo geral, a ocorrência de serpentes é sazonal. Não gostam de frio e, portanto, no inverno (junho-agosto), ficam em cupinzeiros e buracos na terra até setembro aproximadamente, quando a temperatura se eleva. A partir da primavera, elas saem para comer e procriar, e é quando ocorre o maior número de acidentes ofídicos nesta região (outubro a abril) (ver seção sobre EPIDEMIOLOGIA). 

    Acesse no final da página os documentos:

    Distinguindo Serpentes
    Dentição
    Formato da Cabeça
    Coloração do Corpo

    Principais Grupos de Serpentes Peçonhentas encontradas no Vale do Paraíba
    Família Crotalidae: Gênero Bothrops
    Família Crotalidae: Gênero Crotalus
    Família Elapidae: Gênero Micrurus

    Outras Serpentes
    Família Colubridae
    Família Boidae 
  • Como Previnir-se de um acidente Ofidico
  • Use botas: O uso de botas de cano alto evita até 80% dos acidentes (geralmente as cobras picam do joelho para baixo). Botinas e sapatos evitam até 50% dos acidentes, ainda mais se estiver com perneiras de couro. Mas, antes de calçá-los, verifique se dentro não há cobras, aranhas ou outros animais peçonhentos. 

    Proteja as mãos: As serpentes se escondem em tocas, cupinzeiros, ocos de troncos, e outros lugares semelhantes. Portanto, não coloque as mãos diretamente nestes lugares - use um pedaço de pau para verificar se há uma serpente presente. Protegendo as pernas e as mãos, você reduzirá ao máximo o risco de acidentes. 

    Não manipular desnecessariamente serpentes vivas ou mortas: Na medida do possível, evite manipular serpentes, sejam elas vivas ou mortas. Qualquer manipulação de serpentes deve ser feita usando um pedaço de pau, um galho ou ganchos específicos para este fim. Mesmo de depois de morta, uma serpente é capaz de morder e inocular peçonha devido a reflexos musculares involuntários. De modo semelhante, a cabeça cortada de uma cobra, é capaz de inocular peçonha suficiente para causar envenenamento grave, mesmo depois de conservado há algum tempo em álcool. 

    Conserve o meio ambiente: Mantenha sempre limpos os terrenos, sem entulhos ou lixos. A maioria das serpentes se alimenta de roedores. Desmatamentos e queimadas devem ser evitados, pois, além de destruírem a natureza, provocam mudanças de hábito dos animais, que se refugiam em paióis, celeiros ou mesmo dentro dos prédios. Também não se devem matar as serpentes, pois elas contribuem para o equilíbrio ecológico alimentando-se de roedores. Emas, gaviões e gambás são os predadores naturais das serpentes peçonhentas e garantem o equilíbrio do ecossistema. 
  • Primeiros Socorros
  • PROCEDIMENTOS NO CASO DE UM ACIDENTE OFÍDICO 

    Procedimentos que devem ser adotados:
    Se o acidente acontecer na mata, retire a vítima e tente acalmá-la. 
    Não entre em pânico. 
    Mantenha o acidentado deitado, com o mínimo de movimento possível. 
    Leve o acidentado para o hospital o mais rápido possível. Em São José dos Campos a vítima deve ser removida para o Pronto Socorro da Vila Industrial, onde se encontra o soro antiofídico, produzido pelo Instituo Butantan, que é o único antídoto eficaz contra o envenenamento por serpentes. 
    Se possível, levar a serpente causadora do acidente (de preferência, morta), para facilitar identificação da espécie e a escolha da soroterapia correta. 
    É muito importante a vitima receber atendimento médico logo após o acidente, principalmente nas três primeiras horas, pois isso pode determinar sua sobrevida e a severidade de eventuais seqüelas. 

    Procedimentos que devem ser evitados: 
    NÃO USE torniquetes (amarrar o membro lesado com garrote): estudos revelam que este procedimento pode agravar a lesão e, conseqüentemente, o estado clínico. 
    NÃO FAÇA cortes furos no local. 
    NÃO TENTE extrair a peçonha com a boca. 
    NÃO UTILIZE chás, remédios caseiros, creolina, querosene, álcool. 
    NÃO COLOQUE, no local da picada, folhas, fezes de animais, fumo, urina, pinga, pó de café.