No último dia 7 de agosto embarcaram para repatriação 107 Jabutis Piranga (Geochelone carbonara) que serão reentroduzidos em fazendas na Bahia, no município de Tremedal, a 1.600 quilômetros de distância de São José dos Campos.
As espécies estiveram sob os cuidados do Criadouro Conservacionista da Univap, no Campus Urbanova, sob a
coordenação geral do Biólogo Frederico Lencioni Neto. Algumas permaneceram mais de nove anos sob a tutela da Universidade, muitas vieram por doação espontânea da população e outras apreendidas do tráfico de animais pela Polícia Ambiental do Estado de São Paulo, Ibama e Polícia Federal.
O Jabuti Piranga, cujo nome em Tupi-Guarani significa "O que come pouco vermelho", é um quelônio terrestre que chega a pesar 18 quilos. Possui escamas avermelhadas na cabeça e nas patas, as quais deram origem ao seu nome Piranga.
Esta espécie é muito parecida com o Jabuti Tinga (Geochelon denticulata), o qual possui coloração amarelada de escamas, patas e cabeça, nariz preto, coloração mais clara e de maior porte.
As espécies passaram por vários exames antes da liberação para a viagem, atendendo às exigências da legislação vigente.
O retorno às suas áreas de origem contou com a parceria entre o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), Univap e pela SOS Fauna (Organização Não-Governamental) que custeou as despesas de transporte.
As espécies estão em processo de extinção em algumas regiões do Norte e do Nordeste do País, tendo em vista o alto índice de tráfico de animais.
O Ibama, a fim de coibir o tráfico ilegal e preservar as espécies do Brasil, disponibiliza a Linha Verde para denúncias: 0800-61-8080.
Apoie esta iniciativa do Ibama e denuncie o tráfico ilegal de animais.