50ª Edição - Ano II
De 10 a 16 de agosto/2009
 

  Operações do Projeto Rondon em Curuá e Cerro Branco

 
 
 
A Univap participou, no mês de julho, com duas equipes acompanhadas pelos professores Glauco Putomati (Faculdade de Educação e Artes), Vanessa Carvalho Mangialardo, Maria Auxiliadora Antunes Cavalcante de Souza (Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas e Comunicação) e Profª Fernanda Cristina Ferreira (Faculdade de Ciências da Saúde), das ações do Projeto Rondon vinculado ao Ministério da Defesa.
A Profª Maria Auxiliadora coordenou a equipe em Cerro Branco (RS), juntamente com a Profª Fernanda e o Prof. Glauco coordenou a equipe em Curuá (PA), com a Profª Vanessa.
Um grupo atuou novamente no município de Curuá (PA), em ações específicas e em razão das novas problemáticas detectadas em janeiro deste ano, e a outra, foi pela primeira vez, ao município Cerro Branco (RS).
Coube ao Ministério da Defesa (Aeronáutica, Exército, Marinha) todo o apoio logístico quanto ao transporte às longas distâncias e às prefeituras dos municípios de alojar, alimentar e transportar as equipes nas comunidades.
O Projeto Rondon na Univap tem a coordenação geral do Prof. Dr. Alberto Resende Monteiro, que está à frente dos trabalhos de Extensão universitária desde quando ainda existia o Programa Universidade Solidária (Unisol).
Com a retomada do Projeto Rondon em 2005, que havia sido criado em 1967 pelo governo federal e suspenso em 1989, a Univap vem sendo selecionada para atuar nas frentes de trabalho. Entre 2005 e 2007, foram realizadas nove operações, que levaram mais de três mil rondonistas de 128 instituições de ensino superior de todo o país, a 238 municípios carentes de recursos financeiros e de gestão pública.
 
 

 
Este projeto social e educacional é um dos maiores do país coordenado pelo Ministério da Defesa com apoio de outros sete ministérios (Educação, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Saúde, Meio Ambiente, Integração Nacional, Esportes e Desenvolvimento Agrário) e da Secretaria Geral da Presidência da República.
Os universitários participantes recebem, do Projeto Rondon, seguro saúde, de vida, além de um kit rondonista contendo mochila, camisetas, bloco e caneta.
As equipes que participam do Projeto Rondon são voluntárias e atuam numa atividade de Extensão universitária que ocorre, nos períodos das férias acadêmicas, ou seja, nos meses de julho e janeiro.
O depoimento de alguns alunos deixa claro o quanto é significante participar das atividades propostas na Extensão universitária, por intermédio do Projeto Rondon:
 


 
“Participar do Projeto Rondon é experiência fantástica porque nos dá uma visão diferente da realidade do nosso país. Possibilita ainda que o estudante universitário conheça novas regiões, exuberantes em suas belezas naturais e seus costumes. Percebe-se, por exemplo, que ao chegar nessas regiões mais distantes, a população quer mesmo participar das atividades propostas e tem de fato vontade de mudar a realidade a que está acostumada.
Experiência adquirida após uma viagem pelo Projeto Rondon: o universitário desenvolve o seu lado mais humano porque, a partir do momento em que vê a limitação que alguns têm e que sobrevivem mesmo diante das adversidades, ele aprende a encarar qualquer desafio. A experiência é única e faz a gente crescer muito.
A interação com a comunidade não tem distinção e não importa a idade: a questão é simplesmente participar, e o carinho para com aqueles que chegam é geral.
Outro fator importante é guardar na lembrança todos os amigos que fizemos, seja da Univap ou de outras universidades participantes. A ajuda é mútua por parte dos colegas da Univap e da Unisul e também do Exército que esteve sempre junto a nós.”

Aluane Vaz de Carvalho – 5º ano - Curso Odontologia/FCS - Campus Urbanova
 


 

 
“Participar do Projeto foi desde o início, maravilhoso. Primeiro, tivemos a oportunidade de conhecer outras facetas de nossa universidade, convivemos por três meses com pessoas dos mais variados cursos e dos mais variados "gênios". Foram vários finais de semana, da manhã à noite na Universidade. Sacrificamos encontros com amigos, familiares, noivos e maridos/esposas, sempre estudando muito e acima de tudo, mantendo a amizade. Um ajudando o outro, dando carona, fornecendo informação etc.
Mas todos os sacrifícios valeram a pena. Nossa viagem foi maravilhosa, a recepção em Santarém pelo Exército foi perfeita, os militares sempre foram muito atenciosos. A refeição servida, fantástica, o apoio, esplêndido. Depois de permanecermos mais ou menos dois dias em Santarém, partimos num barco do Exército para Curuá.
O rio Amazonas é uma das coisas mais belas que vi na vida! Os animais, as diferentes plantas e árvores que encontramos pelo caminho são impressionantes. Passamos oito horas no barco e pudemos conhecer melhor a equipe da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL) que participou das ações conosco. Fizemos amizade com direito a choros e cartas de despedidas no final da Operação.
Chegando em Curuá nos deparamos com uma realidade totalmente diferente do que estamos acostumados a vivenciar. Era um outro Brasil que não está nos mapas.
Pessoas muito simples, mas extremamente acolhedoras e que fazem questão de que você entre na casa delas e coma ou beba alguma coisa.
A oportunidade de atuar no Projeto Rondon é única, porque permite você conhecer outras realidades, como por exemplo, visitar as comunidades ribeirinhas. Ali realmente enxergamos a finalidade do Projeto Rondon. A vontade das pessoas em aprender, de conhecer o pouco daquilo que você está falando, a satisfação que eles demonstram em suas capacitações, o carinho das crianças. Tudo é muito emocionante.
Fico até sem palavras pra descrever como fui privilegiada com este Projeto!
Fomos para passar um pouquinho do que tínhamos estudado e preparado, mas recebemos muito mais. Anos em uma Faculdade não conseguem ensinar o que aprendemos com essas pessoas que vivem tão distantes dos grandes centros urbanos. A Extensão é uma grande “sacada” da Universidade. Penso, depois dessa experiência, que outros estudantes têm que perceber que a vida, o país, vai além das paredes de uma faculdade, pois no Rondon temos aula de amizade, paciência, tolerância, cultura, esperança...e, como diz o próprio slogan do projeto: é uma "lição de vida e cidadania!"

Camila Letícia Filipini Pontes - 3º ano - Curso de Letras/FEA – Campus Aquarius
 


 
 
"Uma experiência única e uma oportunidade de ouro. Essas são algumas das muitas expressões que podemos usar para definir o que é participar do Projeto Rondon. Talvez não haja uma lógica definida, pois como é possível que durante as tão sonhadas e esperadas férias, um grupo de alunos possa abrir mão de tudo para embarcar em uma jornada, na qual sabem que irão depender de muito trabalho. A razão não pode explicar isso. A emoção de vivenciar algo nunca vivido, o desejo, a vontade de sentir-se útil, a busca pelo crescimento pessoal, a interação com outras culturas e costumes neste país tão rico e diverso e fazer a diferença com o trabalho de uma equipe, talvez isso tente explicar um pouco.
O Rondon surpreende, pois não é nada daquilo que você imaginou, é muito mais. Você não faz amigos, você cria uma família, pessoas que se importam umas com as outras, que sempre norteiam suas ações pelo bem coletivo.
Em especial, durante a operação em Curuá, no Pará, muitos foram os momentos que não tiraremos de nossas lembranças: o que dizer da beleza sem igual da floresta, ou da experiência única de navegar nas águas dos rios Tapajós e Amazonas, ou da ação espontânea de uma criança agradecendo pela brincadeira que acabara de ser feita? Das noites quentes com mais de 30 graus, quando saíamos para tomar sorvete de Taperebá?
E quando íamos para uma capacitação em uma comunidade fora da cidade, o nosso ônibus resolveu atolar. Que momento impar! O que em vias de regra seria motivo para estresse, foi uma dos momentos mais agradáveis e divertidos!
Conhecemos pessoas maravilhosas naquele lugar, pessoas que fazem questão de o receber em casa, e dividir com você, em alguns casos, o pouco que têm, e fazem isso como o maior prazer deste mundo. É tão difícil ver isso nos dias de hoje! Como disse, Rondon é uma família, e uma família que cresce, pois durante a operação conhecemos pessoas de várias universidades do país, e em Curuá a família cresceu com um pessoal muito bacana da UniSul de Santa Catarina, que se tornaram pessoas muito importantes para nós.
Como já havia citado, a razão não pode explicar, e uma única palavra resume tudo: paixão!"

Fabio Henrique dos Reis, 4º ano - Curso de Administração/FCSAC – Campus Urbanova



 

 
Se você é aluno da Univap e está cursando o penúltimo ou último período de Faculdade e tem interesse em participar das Operações do Projeto Rondon em janeiro de 2010, faça a sua inscrição até 25 de setembro, pelo site: www.univap.br



 

   
 

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