O Telescópio Espacial Kepler (KST) obteve suas primeiras imagens científicas. Lançado pela NASA (Agência Espacial Norte-Americana) em março deste ano, o KST foi projetado para procurar exoplanetas (1) através da técnica de trânsito (2). Com um espelho de quase 1 metro de diâmetro e equipado com uma câmera de 95 megapixels (a maior já lançada em um telescópio espacial), o KST é capaz de cobrir grandes áreas do céu (cerca de 100 graus quadrados), o que auxilia na busca, pois capta milhões de estrelas em cada exposição.
A câmera do KST não é só capaz de cobrir grandes áreas do céu, mas também de ter uma sensibilidade de 1 parte em 50 mil. Esta sensibilidade é essencial para detectar exoplanetas. Estima-se que o KST seja capaz de detectar planetas tão pequenos quanto o tamanho da Terra. A missão está programada para durar cerca de 3,5 anos, mas poderá ser estendida.
Com o início das atividades científicas, estima-se que as primeiras descobertas apareçam em torno de 30 dias.

O telescópio espacial Kepler.
O primeiro alvo científico do KST foi a região entre as constelações de Cisne e Lira. O padrão tipo “piso de ladrilhos” é em virtude de a câmera do KST ser formada por vários CCDs (não é uma peça única).
Glossário:
(1) Exoplaneta – planeta que gira em torno de uma estrela que não seja o Sol.
(2) Técnica de Trânsito – técnica para descobrir exoplanetas (e outros objetos) baseada na diferença de luminosidade do objeto central com e sem obstrução do planeta na linha de visada. A idéia é que o planeta, ao passar entre nós e a estrela, obstrua parte da sua luminosidade, fazendo cair o seu brilho. Essa diferença é pequena, mas detectável.
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